REVISTA VÉRTICE FOI LANÇADA NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DO BARREIRO

arteviva_CS (2)PROJECTO BARREIRO/MOITA

O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis”.

José Saramago

A Comissão Coordenadora do Projecto “Oficina Saramago” Barreiro/Moita, constituída pela Câmara Municipal do Barreiro, Câmara Municipal da Moita, Cooperativa Cultural Popular Barreirense e o Agrupamento de Escolas de Santo André, bem como alguns dos muitos parceiros deste Projecto, fizeram o lançamento da revista Vértice, no sábado, dia 15 de março, no Barreiro. Esta iniciativa decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro e reuniu dezenas de pessoas na assistência.

Arlete Cruz, em representação do Agrupamento de Escolas de Santo André, contextualizou o momento dizendo que o lançamento da revista Vértice era fruto de um trabalho desenvolvido ao longo de um ano, envolvendo as escolas do Barreiro e da Moita e múltiplos agentes culturais. “A iniciativa partiu da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, à qual se associaram depois as Câmaras do Barreiro e da Moita, as escolas, o Centro de Formação de Professores do Barreiro e diversas entidades do mundo das artes e do espetáculo e da cultura”, disse.

Na sua opinião, Saramago foi o mote para que fosse possível trabalhar com os alunos as questões da cidadania e da democracia. “Para muitos dos nossos alunos foi uma forma de ‘descobrir’ Saramago, uma forma lúdica que contribuiu para o desenvolvimento do ensino/aprendizagem nesta área”.

De acordo com Pedro Canário, Presidente da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, “este Projecto foi um desafio extremamente audacioso, mas que acabou com a adesão e com a participação de todas estas entidades já referidas e que tornaram as coisas aparentemente fáceis de concretizar. Fáceis porque toda a gente se entusiasmou, colaborou e toda a gente trouxe o seu pedaço de trabalho e de iniciativa que enriqueceram, no seu conjunto, todo este Projecto”.

«Quando as dificuldades aumentam não há como ir às nossas raízes para nos certificarmos daquilo que somos capazes»

Pedro Canário lembrou que todo o trabalho cultural desenvolvido no Barreiro ao longo destes anos “tem sido um pilar fundamental para a preservação da nossa identidade, da nossa memória, da nossa vivência e de uma cultura que procura o progresso e o desenvolvimento”.

Assim, e porque este projecto ficaria incompleto se não ficasse, pelo menos parcialmente, escrito, as conferências agora reunidas na revista são, na sua opinião, “um enorme contributo para o conhecimento de Saramago enquanto escritor, enquanto político, enquanto cidadão”.

Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da Autarquia, apelidou Saramago de um homem grande da cultura, da arte, das letras portuguesas. “Foi um homem que nos elevou aos patamares mais elevados da cultura mundial. Foi uma pessoa que não deixou de intervir sobre o mundo, de refletir e de se interrogar sobre ele. Foi um homem que nos sensibilizava com a sua escrita e com a sua palavra”.

O Autarca disse, ainda, que Saramago foi o mote para refletirmos naquilo que somos. “Somos um conjunto de pessoas que, com relativa facilidade, partilha objetivos e constrói em conjunto. Queria, por isso, aproveitar este facto para vos desafiar a não abdicarem de intervir na construção de um Barreiro, uma região, um País e um mundo melhor. Apelo à participação e à construção em conjunto porque, apesar das dificuldades, não podemos perder a nossa capacidade de sonhar e de ter esperança e transformar esse sonho numa realidade. A todos os que aqui estão presentes o nosso muitíssimo obrigado”, referiu.

Esta sessão integrou a participação dos vários parceiros, de entre eles a UTIB – Universidade da Terceira Idade do Barreiro, que participou com uma exposição de lenços bordados com frases de José Saramago, o CORUTIB que apresentou algumas das muitas canções do seu repertório, e três elementos da ARTEVIVA – Companhia de Teatro do Barreiro que fizeram a leitura encenada de “A Maior Flor do Mundo”.

Houve, ainda, a projeção de um pequeno filme sobre o Projecto, o visionamento de um trabalho realizado por alunos da Escola Secundária Alfredo da Silva, baseado no texto “O Sorriso”, deste Nobel da Literatura. 

CMB 2014-03-17

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