ESTOCADA FINAL NO BARREIRO FERROVIÁRIO!

“ A EMEF vai fechar oficina do Barreiro e dispensar 150 trabalhadores”

“….as actuais instalações do Barreiro deixam de ser necessárias”, pelo que se prevê uma tentativa de encaixe financeiro com a posterior alienação dos respectivos terrenos….”

São palavras proferidas pelo Presidente da EMEF, Carlos Frazão.

É com estas palavras que se assume, agora de forma frontal, que o Barreiro Ferroviário tem os seus dias contados.

Desde os anos 90 que se advinhava este desfecho, uma vez que os terrenos onde se inserem as oficinas estão classificados no PDM, como terrenos urbanos.

Recentemente, foi comunicado pela CP que o infantário iria encerrar no final do ano.

Conjugando estas informações, é fácil perceber que o que está em causa, é a rentabilização dos terrenos.

E não só dos terrenos onde se encontram as oficinas: também o espaço denominado de Bairro Ferroviário, onde se insere o referido infantário e o edifício chamado de “Palácio de Coimbra”, estão na classe dos apetecidos terrenos para construção urbana.

Em breve desaparecerá o “Bairro Ferroviário”, as oficinas, e quem sabe, a Estação, apagando a memória e a história de um Barreiro, orgulhoso das suas origens industriais.

Como aconteceu com as outras indústrias, moageira, corticeira, etc…, também os ferroviários verão em breve apagada a sua história nesta cidade.

Este Bairro, ainda no passado mês de Novembro de 2011, esteve na origem de uma exposição fotográfica, organizada pela CMB, cujo cartaz tinha em destaque a foto abaixo:

Entre as dez fotografias do Arquivo Municipal do Barreiro em exibição, consta a imagem do cartaz que ilustra este evento, que retrata o nevão de 1954, no Bairro Ferroviário (Freguesia do Barreiro).

Igualmente, a Câmara Municipal do Barreiro, tem publicado no seu acervo histórico património industrial, as características únicas deste Bairro Ferroviário, cujo desaparecimento se prevê para breve, e que se transcreve abaixo:

Bairro Ferroviário

A construção de habitações para alojamento por parte dos Caminhos de Ferro Portugueses, integrava-se na política “social” da companhia para atrair e fixar pessoal, oferecendo condições de estabilidade familiar e de emprego e contribuindo para o desencorajar de conflitos laborais.

Nessa perspectiva, a empresa construiu vários Bairros, especialmente nos centros ferroviários mais importantes como era o caso do Barreiro.

A 14 de Julho de 1935 foram inauguradas as primeiras moradias do Bairro Ferroviário do Palácio do Coimbra, com a presença do Ministro das Obras Públicas, Eng.º Duarte Pacheco. O Bairro viria a crescer um pouco mais em 1958, quando foram construídas mais 3 habitações, totalizando o conjunto 23 de moradias.
Tipologicamente o Bairro apresenta-se em blocos de 2 moradias unifamiliares de um só piso, com um pequeno quintal, destinadas a duas categorias profissionais o «Pessoal Graduado» e o «Pessoal Braçal». Ambas apresentam algumas variações, ao nível da organização interna do espaço, da decoração das fachadas e do acesso à habitação.

As moradias do «Pessoal Graduado» têm a entrada na fachada principal para a Rua da Bandeira, com uma porta de madeira ao centro flanqueada por duas janelas. O acesso é feito por 4 degraus em pedra calcária. Aproveitando o desnível foram instalados dois canteiros de flores. Os vãos das portas e janelas são rematados por friso em alvenaria pintado, cujo tom é repetido nas barras que percorrem a parte inferior do edifício. Interiormente o espaço é distribuído por 3 divisões e uma casa de banho. Possui outra entrada pelo quintal.
A casa do «Pessoal Braçal» é mais singela na decoração, possuindo apenas uma porta e uma janela. Não tem acesso pela rua principal, que é feito pelo tardóz do edifício. O espaço divide-se igualmente em 3 divisões mas a casa de banho é no exterior.
São pequenas diferenças que reflectem o estatuto profissional do seu morador.

Foi construído mais um bloco com 16 habitações em 1959, exterior ao Bairro mas junto ao Palácio do Coimbra.

Em 1964, a CP edificou mais 5 moradias junto à antiga Ponte do Seixal.” 

http://www.cm-barreiro.pt/pt/conteudos/municipio/historia/patrimonio+industrial/

Enfim, mais um pedaço de história que se apaga da memória dos Barreirenses, que se vão vendo cada vez mais submersos em novas construções descaracterizadas; mais um pedaço da história de uma cidade industrial que desaparece, apagando os vestígios de uma arquitectura industrial que poderia ser a alavanca do criar de um novo modelo de cidade, alicerçado numa ponte entre o passado e o futuro do Barreiro.

José  Encarnação

15 Responses to "ESTOCADA FINAL NO BARREIRO FERROVIÁRIO!"

  1. rc  01/16/2012 at 22:20

    depois de tudo quanto se disse, se fez e escreveu!
    não serviu de nada!
    e isso é que é triste…

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  2. Dulce Reis  01/17/2012 at 14:34

    É de facto confrangedor ver como termina mais uma actividade profissional importante para o Concelho. ao sector ferroviário: RIP .

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  3. Juvilte José da Silva Madureira  01/17/2012 at 15:21

    Foi aqui ,nestas oficinas,que um transmontano (EU),fiz exame de mecânico de motores diesel,onde tive contacto com pela 1ª vez com o sentimento de camaradagem dos operários do Barreiro ,pois tentaram por todos os meios ajudar todos os jovens que estavam a submeter-se a exames.Portanto,é com muita pena que vejo desaparecer este polo ferroviário e com muita raiva de todos os responsáveis que de Norte a Sul do País ,Governos,Camaras,C.Gerência ou administração,contribuiram para o definhamento do CAMINHO DE FERRO.

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  4. j pina  01/18/2012 at 09:17

    A degradação de tudo o que se relaciona com Ferrovia na área do Barreiro têm sido algo que as palavras não conseguem definir. Numa década tudo se transformou, os serviços, as infraestruras, o patrimómio, as pessoas. A morte do que esteve na base da sua génese, é também a morte de uma parte do Barreiro próspera e dinâmica. O abandono do caminho de ferro em Portugal tem aqui o seu exemplo maior e ainda visível.

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  5. Alfredo Loureiro  01/19/2012 at 23:48

    Outubro de 1966.Nesse distante mês de Outubro e ano de 1966,punha os pés nas oficinas da EMEF,antigo 3.º GOB.Começava como aprendiz.Terminei em Maio de 2004 como encarregado oficinal.Hoje sinto uma enorme tristeza em saber do fecho das oficinas.Grandes discussões que tive com alguns responsáveis do GOB que defendiam a bondade da criação da EMEF.Infelizmente eu tinha razão.Mais uma profunda machadada na ferrovia.

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    • f. Mósca  01/23/2012 at 22:24

      Alfredo, é pena porque estamos a assistir á destruição de toda uma geração sem ter passado o conhecimento adquirido ao longo do anos a outras gerações, como fizeram conosco, pois desde miudos, com 14 e 15 anos desde aprendizes até aos profissionais com provas dadas.
      será que não é criminoso o que se está apassar com a industria ferrovoaria?
      só para corrrigir, não era 3º GOB mas sim 3º GMO ( grupo material e oficinas), recordas?

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  6. Joaquim Rebola  01/20/2012 at 10:05

    E onde estão os “iluminados” que contribuiram para este desfecho? Alguns fizeram como os ratos (abandonaram o navio antes deste afundar), outros continuam no pedestal da sua prepotência, exibindo, numa feira de vaidades os seus titulos que mais não são que cilindros ocos, meros produtos da revolução.

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  7. JDBMacedo  01/20/2012 at 16:09

    Sou orfão de ferroviário, fui criado e educado no Instituto dos Ferroviários do Sul e Sueste no Barreiro ,sou ferroviário, e sou Técnico Oficinal na EMEF, mas ,no Porto em Contumil,é com grande tristeza que vamos tomando conta de todas estas notícias, e em especial do Barreiro onde tenho grandes recordações e grandes amigos criados ao longo destes anos,é o desvastar de toda uma geração de ferrovíários formados nas oficinas do Barreiro.

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  8. José Ferreira  01/22/2012 at 16:59

    Quando o povo está de rastos que nem dinheiro tem para viajar nos transportes públicos, eis que aparecem uns “iluminados” com um Plano Estratégico de Transportes. E qual é a “Estratégica” desses senhores? Muito simples, acabar pura e simplesmente com os transportes públicos ao serviço das populações mais desfavorecidas economicamente! O dito plano em vez baixar os preços e criar condições para que as populações, apesar da crise, ainda tivessem ao menos algum poder de mobilidade, incentivando assim o aumento da procura, pelo contrário, decretam aumentos atrás de aumentos. Imagine-se que os aumentos decretados por esses ignorantes que governam este país em questão de um ano poderão atingir em alguns casos quase 200/º enquanto as populações trabalhadoras e pensionistas vêem os seus salários e pensões serem diminuídos drasticamente!!! Resultado: obviamente menos pessoas a viajar e a deslocarem-se para os seus empregos nos transportes públicos, justificando desde logo a redução do serviço público e por conseguinte o aumento do desemprego e consequentes despedimentos também neste sector dos transportes, levando por conseguinte à paralisação do país em pouco tempo!

    E no fim quando o país perder a sua rede de transportes onde estão esses estrategas???

    Não aparece ninguém, neste país a culpa morre sempre solteira, ou melhor, aparecem uns gestores no privado com um “brilhante curriculum” de gestão pública, ganhando milhões!!!

    Esses governantes e gestores públicos estudaram, mas ignoram, ou não sabem uma coisa muito simples: baixando os preços também se aumentam as receitas….ficavam a ganhar as populações que apesar da crise ainda poderiam sair de casa para distrair um pouco as suas mágoas e ganhava o sector de transportes que com mais clientes teria mais receitas, Ganhava o país porque o transporte público não era preterido em função do transporte individual, carros e mais carros que só fazem poluição e afundam ainda mais a economia nacional!

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  9. Jorge Ralha  01/23/2012 at 13:51

    …. e de que é que estamos à espera para correr com esta corja e malandros – a começar pelo Silva das Vacas – que nos (des)governa… ???…. !!!…….

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  10. barragon  03/02/2012 at 01:23

    ISTO E TUDO MUITO BONITO,E CONVERSA DA TRETA.
    MAS ONDE PARAM OS CORJAS,MALANDROS,CORRUPTOS E VIGARISTAS QUE DESTRUIRAM AS OFICINAS DO 3º GOB OU 3ºGMO.
    MUITOS DELES ENGENHEIROS,TECNICOS E ALTOS QUADROS DA C.P.QUE NOS ROUBARAM O TRABALHO QUE NÓS FAZIAMOS NAS OFICINAS DO BARREIRO,COM MUITO PROFISSIONALISMO,SANGUE,SUOR E LAGRIMAS.
    COMO NA BOBINAGEM,ONDE AS BOBINES ERAM FEITAS PELAS MÃOS HABILIDOSAS DE ALGUNS DOS CAMARADAS QUE COMIGO LÁ TRABALHARAM FITAS NUNES,REBOCHO,COSTA VALENTE,ARMANDO PINTO,OS CORONAS,OS HERLANDERES,OS MÁRIOS,O ROQUE,O BARATA,O AZEVEDO,O JAIME,O LOURO E MUITOS MAIS.
    ,A REPARAÇÃO DE GERADORES E MOTORES DE TRACÇÃO DE TUDO QUANTO ERA DIESEL,TRABALHO FEITO PELO JOSE CARVOEIRO,LOPES,SIMÃO,FERNANDINHO,MATOSO,PICADO,ETC.
    PARA NOS ROUBAREM E DAREM TRABALHO A OUTROS ESTRANHOS AO CAMINHO DE FERRO E COLOCAREM -NO NAS EFACECS,SOREFAMES,SIEMENS.
    OU TODA A GENTE QUE LÁ TRABALHOU NÃO SABE QUEM ELES SÃO E FORAM.
    E QUE AGORA SE PASSEIAM AI PELO BARREIRO,COMO SE NADA SE TIVESSE PASSADO,E COM UMA ARROGÂNCIA ESTUPIDA E DESPOTA.
    ,DESTRUIRAM O NOSSO PATRIMONIO FERROVIARIO,VENDERAM-SE POR UM PRATO DE LENTILHAS,COBARDES,ANIQUILARAM O CAMINHO DE FERRO DO SEGUNDO MAIOR CENTRO FEROVIARIO DO PAÍS,O BARREIRO.
    PORQUE O PRIMEIRO AINDA CONTINUA A SER O ENTRONCAMENTO,APESAR DE TAMBEM AQUI MUITO DO TRABALHO QUE LÁ SE FAZIA,TER DEIXADO DE SE FAZER,E ESTAR A TOMAR O MESMO CAMINHO DO POLO FERROVIARIO DO BARREIRO.
    MAS NÃO E SO NAS OFICINAS,A ESTAÇAO DO BARREIRO-MAR,CENTENARIA ESTA A DEGRADAR-SE,NAO SE FAZEM REPARAÇÕES,PINTURAS,LIMPEZAS,HA JÁ MUITOS ANOS,O TELHADO JA LA FALTAM TELHAS,OS ALGEROZES ESTÃO ENTUPIDOS E ROTOS,A PINTURA ESTA A PERDER A COR,AS PAREDES ESTAO SUJAS,AS MADEIRAS ESTAO A APODRECER.
    E A ROTUNDA DO ANTIGO DEPOSITO DE TRACÇÃO,ESTA ABANDONADA,AOS VADIOS E AOS FILHOS DA NOITE,ASSIM COMO AOS LADRÕES DE COBRE,FERRO,INOX,ALUMINIO,ETC.
    O QUARTEL DOS ANTIGOS BOMBEIROS DO SUL E SUESTE,ESTA TUDO ABANDONADO AO DEUS DARA,JA HA JANELAS E PORTAS EMPAREDADAS,NO EDIFICIO TRASEIRO JA SE VERIFICOU AI UM INCÊNDIO,FOI ROUBADO COBRE E DIVERSO MATERIAL DO SEU INTERIOR.
    OS ARMAZENS REGIONAIS DO BARREIRO-MAR E DAS OFICINAS JUNTO A ROTUNDA DE MAQUINAS,O ARMAZEM DE VIVERES NO BARREIRO-A,O DORMITORIO DO BARREIRO-A,ESTA TUDO A SAQUE E AO ABANDONO,DEPOIS DE TUDO ROUBADO FORAM EMPAREDADAS PORTAS E JANELAS.
    AS CASAS DOS BAIRROS FERROVIARIOS DO PALACIO DE COIMBRA E PONTE DO SEIXAL,ESTAO MUITAS DELAS ABANDONADAS,EM ESTADO DE DETERIORAÇÃO,EM PESSIMAS CONDIÇÕES DE HABITABILIDADE.
    ESTE E O ESPELHO EM QUE SE ENCONTRA O PATRIMONO FERROVIARIO DO BARREIRO,VITIMA DOS SENHORES ALGOZES ENGENHEIROS,TECNICOS,CHEFES,INSPECTORES QUE PASSARAM PELOS QUADROS DA C.P.E QUE SE GOVERNARAM EM SEU PROVEITO PROPRIO E QUE DESLEIXARAM E DESBARATARAM O NOSSO CAMINHO DE FERRO BARREIRENSE.

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  11. Joaquim Rebola  03/02/2012 at 09:14

    Boa Barragom- Mas olha que eu acho que alguns nem por um prato de lentilhas se vendeu, pois nem para isso se lhe reconhece astúcia. Prepotência, vaidade, incompetência, sobrancerismo e inveja, são decerto os adjectivos que melhor classificam esses “piriquitos” que pela falta de inteligência que se lhe reconhece, até surpreende que tenham conseguido tão alto grau de destruição. E olha que ainda por cá pairam alguns que até da miséria dos outros teêm inveja. Faço-me entender???

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  12. Alfredo Loureiro  03/02/2012 at 23:39

    Dois apontamentos sobre esta questão e que não atinge só o Barreiro,mas todo o país.
    1-Quando acabaram com os cursos de aprendizes começou a grande machadada nas oficinas e na mão de obra qualificada no país.
    Os aprendizes tinham como todos bem sabem aulas teóricas e práticas.Após dois anos de curso os que passavam estavam prontos a trabalhar nas oficinas da cp e em outras empresas.Electricistas,mecânicos,frezadores,torneiros,soldadores,desenhadores e por aí fora, eram formados com qualidade e mestria.Muitos dos aprendizes da cp ingressaram como quadros da Lisnave,Setenave,Cuf,Siderurgia, etc,etc.
    Com o passar dos anos a mão de obra de excelência foi desaparecendo,substituída por cursos que não formavam operários especializados,antes serviram para enriquecer uns quantos com os dinheiros vindos da CE.
    2-O desaparecimento dos cursos industriais da Alfredo da Silva e de outras escolas,com o mesmo tipo de cursos foi um enorme equívoco(?) dos governantes do país.Lembro que os que terminavam o curso na Alfredo da Silva rápidamente entravam no mercado de trabalho pela excelência da formação que tinham adquirido.Quando hoje os hipócritas falam da falta de especialização da mão de obra por parte dos portugueses,esquecem de referir que foram eles os coveiros dessa mão de obra qualificada.A este bando de malfeitores,de autênticos coveiros do país e da sua riqueza,ninguém pede contas.Pelo contrário,dão-lhes bons empregos,grandes tachos e ordenados chorudos de acordo com o trabalho que prestaram ao capitalismo.Para esta gente o crime compensa.
    Um abraço a todos os ferroviários.

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  13. Amigo do barreiro  04/25/2012 at 18:24

    Caros camaradas…

    Não sou ferroviário, nem tenho o sofrimento que aqui vi patente nos vossos comentários… mas acho que todos temos uma coisa em comum SOMOS AMIGOS DO BARREIRO… o Barreiro encontra se a entrar em declínio progressivo! Acabaram com a industria naval, com as fabricas de cortiça ate com o campo do barreirense ele acabaram… i nos o que fizemos? NADA!

    Proponho que nos mobilizemos de forma a tentar que nos oiçam!!!! Não podemos deixar que as memorias, patrimonio, lutas, derrotas e vitorias dos nosso camaradas fiquem assim!!

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  14. BARRAGON-BARREIRO  04/26/2012 at 08:41

    SO VOLTAREMOS A SER DONOS DO NOSSO PATRIMONIO FERROVIARIO,QUANDO HOUVER UM NOVO E VERDADEIRO 25 DE ABRIL,ENTREGANDO DE NOVO TODO O TRABALHO QUE ERA FEITO NAS NOSSAS OFICINAS DO 3º GOB,E QUE NOS FOI ROUBADO PELOS NOVOS RICOS MUITOS DELES ANTIGOS FERROVIARIOS,QUE SE ACOITARAM NAS SIEMENS,ADTRANZ,ABB,EFACEC,THALES,ALSHTOM,ETC.
    QUANDO A C.P.VOLTAR A SER A DONA DO CAMINHO DE FERRO EM PORTUGAL,ACABANDO COM REFER,EMEF,SOFLUSA,FERNAVE,ECOSAUDE,TAKARGO,ETC.
    NAO SE ADMITE NUM PAIS TÃO PEQUENO,HAVER TANTAS EMPRESAS LIGADAS AO CAMINHO DE FERRO,E TODAS ELAS FALIDAS E COM SALDO NEGATIVO.
    QUANDO EU VI PARA A C.P.ERAMOS 27.000 FERROVIARIOS,RECEBIAMOS A TEMPO E HORAS,TINHAMOS A CAIXA DE 27 E DEPOIS A CAIXA DOS FERROVIARIOS,COLONIAS DE FERIAS PARA OS NOSSOS FILHOS(PRAIA DAS MAÇÃS,MANGUALDE E VALADARES),SANATORIOS PARA FERROVIARIOS TUBERCULOSOS(CARAMULO,SAO BRAS DE ALPORTEL),DORMITORIOS(BARREIRO-A),REFEITORIOS,CANTINAS,ARMAZENS DE VIVERES,X 44,BAIRROS DE FERROVIARIOS PARA OS TRABALHADORES(PALACIO DE COIMBRA e PONTE DO SEIXAL),POSTOS MEDICOS(NO 3º GOB E NO PALACIO DE COIMBRA),CENTROS DE FORMAÇÃO(NO 3º GOB e PALACIO DE COIMBRA),CASAS JUNTO AS ESTAÇÕES PARA O PESSOAL DO MOVIMENTO E MUITAS MAIS COISAS,QUE HOJE SÃO UMA MIRAGEM,NA NOSSA CIDADE DO BARREIRO.
    NOVO 25 DE ABRIL SEMPRE.
    FASCISMO NUNCA MAIS.

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