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No dia em que se assinalam 150 anos da primeira viagem de comboio do Barreiro
a Vendas Novas realizada pelo rei D Pedro V, o Movimento Barreiro Património
Memória e Futuro não pode ficar indiferente ao abandono e destruição do
património ferroviário da nossa terra, em particular com a retirada dos carris
da centenária estação Ferro- Fluvial do Barreiro-Mar.
Temos conhecimento que em 2000 o Instituto Português do Património Arquitectónico informou a Câmara Municipal do Barreiro que estava em curso a análise de uma proposta de classificação de diversas construções ferroviárias existentes no Barreiro, entre as quais constavam o antigo edifício da Estação dos caminhos de Ferro (actuais oficinas da EMEF), Estação Ferro-Fluvial de Sul e Sueste, Rotunda das Máquinas, que constituem elementos de valor histórico, patrimonial e técnico ligadas aos caminhos de ferro no Barreiro.
Em 2004 o IPPAR, no âmbito da sua proposta de classificação dos Edifícios do Caminho de Ferro no Barreiro, realizou uma visita ao local e informou a Câmara Municipal de que oportunamente lhe seria dado conhecimento da decisão tomada.
Perante estes factos questiona-se o seguinte:
1. Estando em curso a abertura de um Processo de Classificação pode a REFER proceder ao desmantelamento da Estação Fluvial do Sul e Sueste, nomeadamente, retirar os carris do Local?
2. Não pode o IGESPAR notificar a REFER para que pare imediatamente com a destruição deste património histórico de inquestionável valor para o Barreiro?
3. Não estará a REFER a programar, a exemplo do que já fez com várias estações da Linha do Sul, a demolição deste importante marco da história dos caminhos-de-ferro em Portugal?
Perante este cenário, altamente preocupante, sugerimos ao IGESPAR uma intervenção URGENTE, antes que seja tarde demais.
Barreiro 2 de Fevereiro de 2009
Movimento Barreiro Património, Memória e Futuro
Ver fotos: Aqui
01.03.2009. 00:52
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