TTT - Participação pública, MBPMF

Exmos Srs.
No âmbito da
consulta pública do processo de Avaliação de Impacte Ambiental referente à Rede
de Alta Velocidade e construção da Terceira Travessia do Tejo, o Movimento
Barreiro, Património, Memória e Futuro, MBPMF, vem, por este meio:
-
Manifestar a sua concordância genérica com a realização desta obra tal como
prevista pela RAVE, incluindo a Ponte e estrada Barreiro - Seixal.
-
Considerar que a construção desta importante obra dará um contributo
indispensável para o melhor funcionamento da Área Metropolitana de Lisboa, numa
perspectiva futura de progressiva redução dos movimentos pendulares entre as
duas margens da grande cidade, e permitindo o desenvolvimento económico,
empresarial e Sócio-Cultural não só do Concelho do Barreiro, mas também de
outros concelhos da margem Sul do Tejo, com afinidades no Corredor Central,
Península do Barreiro, em particular Moita, Palmela, Sesimbra e Seixal.
Na passagem aos
Planos de Pormenor e durante a construção da obra, o MBPMF gostaria de ver
salvaguardados os seguintes aspectos:
-
Elaboração e Execução de um Plano para a implantação de um núcleo
Museológico Ferroviário do Barreiro, cujo património constituiu um
extraordinário e incontornável paradigma do transporte ferroviário dos
séculos XIX e XX. Tendo sido o magnífico inspirador da obra preconizada no
estudo em avaliação, encontra-se, infelizmente, votado ao abandono.
Referimo-nos
concretamente a:
-
Edifício das oficinas, construído em 1859
- Gare
marítima/ferroviária (Sul e Sueste) de Miguel Pais – 1884
-
Rotunda das Máquinas quase única a nível nacional
De modo a que este
seja um museu vivo, preconizamos a sua ligação ferroviária em túnel até à
prevista estação do Lavradio, de modo a permitir a circulação ferroviária de
inspiração cultural e turística. Ficaria adicional e complementarmente
disponível uma plataforma potenciadora do turismo fluvial no Estuário do
Tejo.
- A
manutenção das oficinas da EMEF no Barreiro, reconvertendo-as obviamente
para os comboios eléctricos convencionais, como forma de assegurar a
continuidade dos postos de trabalho.
- A
instalação do Parque Material e Oficina para os comboios de Alta Velocidade
como reforço da actividade ferroviária no concelho, e obtenção de sinergias
com a reparação dos comboios convencionais atrás solicitada.
- O MBPMF
considera que a hipótese B, solução Poente, é a mais recomendada, porque
terá menores impactes na demolição do património edificado e porque permite
uma melhor articulação com a Rede Ferroviária existente e com a prevista
linha do Metropolitano do Sul do Tejo.
Este traçado
permitirá ainda uma melhor inserção no concelho, articulação com o Plano de
Reconversão da Quimiparque e implantação de uma Gare Sul com dimensão adequada à
multi-modalidade requerida (comboio para Lisboa, Alentejo, Algarve e Setúbal),
MST, Transportes Colectivos do Barreiro, Transportes Colectivos Regionais, Táxis
e Transporte Individual).
- O MBPMF
privilegia uma ponte sem portagens físicas de modo a reduzir os impactes
ambientais negativos e aumentar as acessibilidades ao tabuleiro. Se a
tecnologia “Free-Flow” para a implementação de portagens virtuais não
estiver disponível à data de construção, solicitamos que o dimensionamento
do “Garrafão” seja minimizado, tendo em conta a, cada vez maior, utilização
da Via Verde por parte dos automobilistas.
- Para
acesso à Gare Sul - Lavradio, e tomada do transporte ferroviário por parte
dos habitantes dos concelhos de Almada e Seixal, o MBPMF considera de grande
importância que o MST entre Barreiro e Almada esteja concluído até à data
prevista para a conclusão da TTT.
Finalmente, o
MBPMF gostaria de chamar a atenção para as obras que deverão ser concluídas,
pelas Estradas de Portugal ou Instituto das Estradas de Portugal, antes do
início da construção da TTT e Linha de Alta Velocidade, de modo a minimizar os
sacrifícios da população do Barreiro durante as obras de construção daquelas
infra estruturas.
-
Rotunda de Coina, no entroncamento da EN10 com a EN10-3
-
Variante de Palhais, de modo a remover o transito do núcleo histórico
desta freguesia e acabar com o estrangulamento de transito no
entroncamento da EN10-3 com a EN11-2, junto às instalações da firma
Covelo e Pinto em Palhais.
-
Ligação rodoviária entre o Alto do Romão e a Rua dos Oceanos na Quinta
de S. João (300 m) de modo a viabilizar uma escapatória enquanto
decorrerem os trabalhos na estrada Sº António - Qª da Lomba.
Na certeza que os
nossos contributos para o EIA serão tomados em boa conta, aproveitamos para
apresentar os nossos
Cumprimentos
Pelo Movimento
Barreiro, Património, Memória e Futuro
Barreiro, 05 de
Dezembro de 2008
17.04.2009. 17:25
Este artigo ainda nao foi comentado
Escreve e comente
* = Requere preenchimento