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Há um ano, na sequência do Encontro sobre: “Os Comboios no Barreiro, Passado, Presente e Futuro”, defendemos que as Oficinas dos Caminhos de Ferro inauguradas em 1859, reuniam condições de estrutura, tamanho, localização e ”Know-how”, para um futuro aproveitamento, reconvertidas, no apoio oficinal e de parqueamento ao futuro comboio de alta velocidade.
A vida deu-nos razão, apesar de serem poucas vozes que na altura nos deram o “benefício da dúvida”. Aqueles terrenos tinham outras potencialidades, dizia-se!...
Na altura em que se comemora o dia Internacional dos Museus (18 de Maio), afirmamos/propomos com toda a legitimidade que a conjugação de uma visão estratégica com o futuro desenvolvimento económico do Barreiro é compatível com a preservação da Memoria.
Existem condições para a preservação dinamização e rentabilização económica (manutenção e criação de postos de trabalho) de todo o Centro Histórico Ferroviário do Barreiro.
As Oficinas, a Estação Ferro-Fluvial (Miguel Paes) a Rotunda da Maquinas, o Bairro Ferroviário, a Casa dos Ferroviários (Sindicato), algum Material Diesel, poderão/deverão ser preservados, recuperados como elementos vivos e dinâmicos. Deverá ser criado um Núcleo Museológico do “Trabalhador Ferroviário”.
Será assim garantida a nossa memória colectiva de quase 150 anos de história ferroviária, num tempo em que os comboios vão voltar ao Barreiro!
A terceira travessia do Tejo, o TGV/CAV, o comboio convencional do Sul com uma estação no Barreiro-Lavradio, o Metro Sul do Tejo e a ponte Seixal –Barreiro, o Terminal ferro-fluvial existente no rio Coina e a rentável travessia fluvial do Tejo, a linha suburbana do Sado e o terminus na antiga estação, interface com o transporte municipal e particular no Terminal da Recosta, com a estação central do MST, são ideias – vectores projectos de um novo Paradigma de desenvolvimento do Barreiro no século XXI.
14-05-07
MBPMF
12.03.2008. 00:40
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