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6ª
Etapa : Alto do Seixalinho
Temos vindo a afirmar que a salvaguarda dos bens patrimoniais materiais e imateriais deve ser realizada tendo em consideração as gerações futuras têm. Estas têm o mesmo direito que nós a usufruir e o mesmo dever de transmitir esse legado construído com o esforço colectivo de sucessivas gerações .
Porém as gerações actuais não são legatários menos importantes . Falamos da população em geral que ,quer a nível local , quer a nível regional e nacional, é a destinatária imediata.
Seria bom que nesta salvaguarda existisse uma articulação com programas nacionais e internacionais de fomento do turismo social e cultural (que parecem não ser preocupação dos organismos que são os responsáveis nacionais e comunitários por esta urgente área de intervenção ) para que cada cidadão possa alcançar plena livre e conscientemente a fruição desses bens culturais, como comparticipante que é na propriedade desse património .
Queremos afirmar que ,vista desta forma , a salvaguarda não visa exclusivamente o deleite intelectual de círculos restritos , ou o interesse particular de um investimento económico ; não visa exclusivamente extractos privilegiados da população , os cultural ou economicamente capacitados - mas toda a população.
Não há pois que salvaguardar por salvaguardar ,mas fazê-lo tendo como beneficiários primeiros os homens de hoje e de amanhã e com a finalidade de apurar a formação cultural , as qualidades cívicas , o desenvolvimento da solidariedade e da tolerância a anulação do que há de mais negativo no individualismo português .
Paralelamente há que sensibilizar a população para esta alta finalidade cívica da salvaguarda da história e património. Porque estes destinatários primeiros são imprescindíveis ao resultado satisfatório desta difícil empresa .Sensibilizar , garantir que a população está convenientemente alertada, obter o seu concurso é absolutamente indispensável.
Com estas reflexões vos deixamos e para nos metermos ao caminho pedimos uma ajuda a Rosalina Carmona , que em 31 de Junho de 2005 escrevia :
“ São dois momentos da mesma história.
Um povoado de imagens bucólicas, aromas de campo, marcas de ruralidade .
Outro que respira vigor , memórias fortes, nem sempre boas , mas de esperança
no porvir.
Pelo meio fica um tempo de evolução e mudança.
Entre um e outro ,define-se a personalidade e o carácter da Freguesia do Alto do
Seixalinho, cujo traço mais evidente é a sua feição marcadamente operária .”
Na verdade os vários bairros operários estão aí para nos lembrar este cunho identitário –
Bairro do Teodósio, Vila Bráz, Vila Manso, Bairro Novo da CUF, Bairro Frederico Ulrich , Bairro das Caixas de Previdência, da Guarda Fiscal, Bloco Cardeal Cerejeira , mais tarde Bairro Padre Abílio Mendes .
Mais difícil será para alguns a lembrança das muitas quintas, porém a toponímia dá-nos uma ajuda – Quinta dos Casquilhos, do Convento, da Maceda, da Paiva, do Bráz e outras que só a memória dos mais velhos recorda – a Quinta de São Marcos e a do Gandum .
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Convento da Madre de Deus da Verderena: fundado em 1591 por D. Francisca de Azambuja, viúva do Cavaleiro da Casa Real Álvaro Mendes de Vasconcelos, desaparecido na Batalha de Alcácer Quibir. É um Convento Franciscano da Ordem dos Arrábidos e veio substituir o já existente em Palhais, que por razões de insalubridade teve de fechar. Foi encerrado pelo Auto de Suspensão de 12 de Maio de 1834. |
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Chaminé da antiga Corticeira Granadeiro: a indústria corticeira instalou-se no Barreiro em 1856, chegaram a ser 42 unidades, destronando o grande centro corticeiro de Silves. A fabrica Fundada em 1885 por Reynolds, na Quinta do Braamcamp, ponta do Mexilhoeiro, foi a última a encerrar, em 2009. Nesta Quinta centenária existe um Moinho de Maré inicialmente de 8 moendas (séc.XVIII) foi aumentado para 10 por Geraldo Braamcamp, Barão do Sobral, é melhor conservado no Barreiro. |
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ASSOCIAÇÃO BARREIRO – PATRIMÓNIO, MEMÓRIA E FUTURO
31.05.2010. 19:39
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