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O
Bairro Ferroviário
A construção de habitações para alojamento por parte dos Caminhos
de Ferro Portugueses, integrava-se na política “social” da
companhia para atrair e fixar pessoal, oferecendo condições de
estabilidade familiar e de emprego e contribuindo para o
desencorajar de conflitos laborais.
Nessa perspectiva, a empresa construiu vários Bairros,
especialmente nos centros ferroviários mais importantes como era
o caso do Barreiro.
A 14 de Julho de 1935 foram inauguradas as primeiras moradias do
Bairro Ferroviário do Palácio do Coimbra, com a presença do
Ministro das Obras Públicas, Eng.º Duarte Pacheco. O Bairro viria
a crescer um pouco mais em 1958, quando foram construídas mais 3
habitações, totalizando o conjunto 23 de moradias.

Tipologicamente o Bairro apresenta-se em blocos de 2 moradias
unifamiliares de um só piso, com um pequeno quintal, destinadas a
duas categorias profissionais o «Pessoal Graduado» e o «Pessoal
Braçal». Ambas apresentam algumas variações, ao nível da
organização interna do espaço, da decoração das fachadas e do
acesso à habitação.
As moradias do «Pessoal Graduado» têm a entrada na fachada
principal para a Rua da Bandeira, com uma porta de madeira ao
centro flanqueada por duas janelas. O acesso é feito por 4
degraus em pedra calcária. Aproveitando o desnível foram
instalados dois canteiros de flores. Os vãos das portas e janelas
são rematados por friso em alvenaria pintado, cujo tom é repetido
nas barras que percorrem a parte inferior do edifício.
Interiormente o espaço é distribuído por 3 divisões e uma casa de
banho. Possui outra entrada pelo quintal.
A casa do «Pessoal Braçal» é mais singela na decoração, possuindo
apenas uma porta e uma janela. Não tem acesso pela rua principal,
que é feito pelo tardóz do edifício. O espaço divide-se
igualmente em 3 divisões mas a casa de banho é no exterior.
São pequenas diferenças que reflectem o estatuto profissional do
seu morador.

Foi construído mais um bloco com 16 habitações em 1959, exterior
ao Bairro mas junto ao Palácio do Coimbra.
Em 1964, a CP edificou mais 5 moradias junto à antiga Ponte do
Seixal.
texto CMB
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